Semana de Pentecostes – 3º dia de celebrações no Taguapark

Consagração da Vela ao Espírito Santo

 

Neste domingo, 12 de junho de 2011, uma multidão de cerca de 800 mil pessoas provenientes de Brasília, cidades satélite, entorno e também de outros estados estiveram reunidas para celebrar o 8º dia da Semana de Pentecostes e o 3º celebrado no Taguapark.  Pela graça de Deus e apoio das autoridades, neste ano as celebrações acontecem desde sexta feira no Taguapark, em Taguatinga (DF). Hoje é o dia de se consagrar a Vela de Pentecostes ao Espírito Santo. Sexta feira passada, foi consagrada a Vela ao Pai e, no sábado, ao Filho.

 

Sobre as Velas de Pentecostes

Era o ano 2000 e o Padre Moacir havia convidado alguns padres para celebrarem com ele a Semana de Pentecostes. Em uma das missas, celebrada pelo Padre Rambo, durante a homilia, Deus dava ao Padre Moacir uma revelação que dizia: “Na Semana de Pentecostes, manda as pessoas trazerem uma vela na sexta-feira e consagra-a ao Pai, uma segunda vela no sábado e consagra-a ao Filho e uma terceira vela no domingo, dia de Pentecostes, e consagra-a ao Espírito Santo. No momento mais difícil da vida, a pessoa deverá acender as velas e o milagre irá acontecer”. Estavam presentes, nesta celebração, cerca de 3 mil pessoas.

 

 

Como surgiu a celebração da Semana de Pentecostes na Paróquia São Pedro

No ano de 1997, o Pe Moacir Anastácio, sentido um ardente desejo de fazer Jesus Cristo ser conhecido, amado e adorado por todas as pessoas, começou a celebrar Missas de Cura e Libertação na Paróquia São Pedro.

 

Em 1999, o Padre Moacir celebrava a missa das 8 horas do Domingo da Ascensão do Senhor. A leitura daquele dia era a dos Atos dos Apóstolos 1,4-5: “E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem aí o cumprimento da promessa do Pai que ouvistes, disse ele da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias”.

O Padre terminou esta celebração, dizendo: “Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.” Neste momento, ele ouviu uma voz interior que lhe dizia: “Não foi isso que você pregou, e nem foi isto que Eu te ensinei.” No mesmo dia, ele celebrou na Capela Imaculada Conceição de Maria, às 10h30min, e, mais uma vez ao final da missa, repetiu a mesma despedida da missa anterior e, novamente, ouviu aquela voz que lhe dizia a mesma coisa. Foi para casa meditando aquelas palavras e após rezar em sua Capela, Deus concedeu-lhe este discernimento: a partir daquele dia, o da Ascensão do Senhor, o Senhor queria que todos ficassem em oração até o dia de Pentecostes. Na missa das 19h deste mesmo dia, ele convocou todos os fiéis presentes, cerca de 300 pessoas, para juntos, iniciarem uma semana de oração, louvor e adoração ao Senhor.

Assim, surgiu a Semana de Pentecostes que, ano a ano, vem crescendo não só no número de pessoas que comparecem, mas também, pelo abraçar da fé com mais ardor e devoção. Prova disso é que os lugares para as celebrações se apresentam pequenos a cada ano que passa: Pistão Park Show, Parque da Facita, Parque Leão.

 

A Santa Missa teve início às 16 horas, sendo presidida pelo Padre Moacir Anastácio, concelebradas por padres e diáconos presentes. No Salmo Responsorial, cantamos o Salmo 138: “Senhor, eu sei que Tu me sondas; Senhor, eu sei que Tu me sondas”.

Ao término do anúncio do Evangelho, a comunidade cantou com muito fervor:

“Vinde ó Espírito Santo

Enchei os corações dos vossos fiéis

Vinde ó Espírito Santo

Enchei os corações dos vossos fiéis

Acendei neles o fogo do Vosso amor

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado

E renovareis a face da Terra”.

Padre Moacir iniciou a homilia clamando: “Recebereis o Espírito Santo e sereis as Minhas testemunhas. Vinde Espírito Santo, vinde Espírito Santo…” No dia de Pentecostes, os discípulos estavam reunidos e veio, então, um vento impetuoso que encheu a casa onde estavam. Desceram línguas do fogo do céu e todos ficaram cheios do Espírito Santo, falando em diversas outras línguas conforme o Espírito lhes inspirava. Foi o que aconteceu com Pedro, Tiago, João, Maria… O Senhor lhes havia pedido que não se afastassem de Jerusalém porque queria que ali estivessem quando da celebração da Festa de Pentecostes que era o dia do louvor, o dia do agradecimento, um dia especialmente importante.

Nossa Senhora reuniu os apóstolos no Cenáculo. O coração deles estava angustiado, pois haviam visto o Senhor partir diante dos seus olhos. Cada qual queria voltar para suas atividades de antes de conhecerem o Senhor. Porém, o Espírito Santo veio a eles e aqueles homens ficaram diferentes: corajosos, destemidos, firmes no propósito de espalhar a palavra de Deus. Naquela sala, nasceu a Igreja do Senhor, com homens cheios do Espírito Santo, que perceberam que não dava mais para voltarem para suas barcas e voltarem a pescar, a não ser para trabalharem como pescadores de homens. Doravante, o trabalho daqueles homens seria falar de Jesus Cristo noite e dia. A partir daí, encontraremos os apóstolos em todos os lugares e em todas as situações: sendo apedrejados, crucificados, jogados em óleo fervente, mas, nunca mais, amedrontados e receosos de anunciar o Senhor. É esse mesmo Espírito Santo que reúne, ano após ano, multidões na Facita, no Parque Leão, no Taguapark para ouvirem e saírem a anunciar a palavra de Deus.

Padre Moacir partilhou o seu testemunho de vida e como conheceu Jesus Cristo. Hoje é dia do Namorados e, exatamente 28 anos atrás, conheci Jesus Cristo. Era 12 de junho de 1983, eu tinha vindo pouco tempo atrás do Ceará para fugir da fome e da miséria, pois vinha de uma família numerosa. Vim sem emprego certo e comecei a trabalhar num hotel em Taguatinga, lavando banheiros. Depois fui promovido e passei a carregar malas. Tinha 17 anos e era completamente ignorante, nunca tinha sentado num banco de escola. Sabia apenas as coisas do mundo que os colegas do hotel haviam me ensinado. Foi em Brasília que tomei a primeira cerveja. Ia para todos os lugares de Taguatinga e a bebida tinha entrado na minha vida. De Deus, não tinha nem notícia. Sentia um vazio imenso dentro de mim.

Naquele dia dos Namorados, o centro de Taguatinga estava vazio, praticamente um deserto. Vagava sem rumo, vazio, sem esperança. Uma mão poderosa me moveu até o Santuário Perpétuo Socorro em Taguatinga e ali vi um enorme crucifixo. Disse: “Homem da cruz, se você existe, me ajude”. Senti todo o meu corpo queimar e uma grande alegria e leveza, comecei a chorar e escutei uma voz carinhosa que me disse: “Você é o Meu amado, o Meu querido. Eu venci. Você chegou até aqui”.

Desci ao subsolo do Santuário e vi um grupo de oração com umas senhoras que estavam a rezar o terço. Depois, leram a parábola do Filho Pródigo que havia vivido pelo mundo e gastado tudo o que tinha, restando-lhe somente a vergonha e o pecado. Eu me identifiquei com tudo aquilo que disseram e achei, inclusive, que me conheciam e conheciam a vida que estava vivendo.

Depois disso, não conseguia mais viver a vida de antes, com bebidas, saindo pela cidade. Só conseguia pensar no homem da cruz. Rezando ao Senhor, ouvi Ele me dizer: “Eu te quero padre”. Tinha 22 anos na época e não sabia sequer escrever o meu nome. Conheci um padre franciscano que me iniciou no caminho vocacional. Depois, fiquei sabendo que era preciso ter o segundo grau e eu era analfabeto. Mesmo assim, larguei tudo e fui para o convento na cidade de Anápolis. Lá, em 4 anos, fiz o 2º grau que, normalmente, se faz em 11 anos. Estudava dia e noite.

Certo dia, no seminário, mandaram-me arrumar as malas porque a minha missão ali havia acabado. Disseram-me que não tinha vocação para ser franciscano. Naquele sábado de manhã, voltei para Brasília sem eira nem beira, sem saber o que fazer da vida. Dom Raimundo Damasceno me chamou, então, para ingressar no Seminário Nossa Senhora de Fátima. Ingressei no Seminário, mas depois de um tempo, disseram-me que não tinha vocação para tornar-me padre. Foi outro baque. Porém, em certa ocasião, ao ver o Padre Geovani Carlos (na época diácono) passar com o Santíssimo Sacramento na minha frente, ouvi uma voz me dizer: “Nada temas, estou contigo”. Sob a orientação de Dom Alberto Taveira – hoje Arcebispo de Belém – participei, durante um ano, de um trabalho pastoral na zona rural de Sobradinho.

Foi graças a Dom José Freire Falcão que me tornei padre, o que fará quinze anos este ano. No início da minha missão, fui designado para o Vale do Amanhecer onde não tinha um católico sequer. Ao sair de lá, um ano depois, tinha mais de 1.500 católicos praticantes. O Senhor me deu uma nova esperança, uma nova alegria, o Senhor me deu a vida. Já escrevi 7 livros, vendi mais de 2 milhões de pregações, o Programa Caminhando com Jesus Cristo é transmitido por mais de 500 rádios. Mas o que posso dizer é que Jesus Cristo é meu sumo bem. Tudo por Ele e pela graça d’Ele. Eu vivi e vivo um novo Pentecostes. Posso dizer, para a glória de Deus, que sou um renascido em Pentecostes. Eu prego Jesus Cristo como Senhor, Salvador e Redentor, Caminho, Verdade e Vida. Graças a Deus, posso testemunhar que, mesmo no sofrimento, não me arrependo um minuto sequer de estar seguindo Jesus Cristo.

Ao final, Padre Moacir, o Deputado Distrital Washington Mesquita e o Carlos Jales, coordenador geral da Semana de Pentecostes, agradeceram a todas as autoridades presentes pelo apoio à realização da Semana de Pentecostes: o Administrador Apostólico Valdemar Passini Dalbello; os sacerdotes e diáconos que concelebraram todas as missas; o Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz; o Vice Governador Tadeu Fillipelli; o Secretário de Obras, Luiz Pittman; o administrador de Taguatinga, Sr. Sabino, os deputados federais Magella e Izalci Lucas, o senador Gim Argello, Sr. Márcio Machado, líder do PSDB no DF, Polícia Militar e Polícia Civil do DF, Secretaria de Saúde, Secretaria de Segurança Pública, Detran, Corpo de Bombeiros, Agefis, Caesb, Dr. Colchão, Take One, BGR, V12 Motors, ValeShop, brigadistas, seguranças e tantos outros benfeitores, públicos e privados que apoiaram a realização desse evento para a glória de Deus, além de todas as pastorais da Paróquia São Pedro e seus coordenadores que tanto se empenharam para a realização do Evento.

 

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